Um dia de chuva.
São sete horas da manhã, acabo de ser despertado, pelo radiorádio- que eu havia programado na noite anterior, . Fico imóvel ouvindo a música que toca e não me deixa dormir, depois de alguns instantes escutando um antigo bolero, percebo que chove lá fora, imediatamente sinto-me angustiado, sem saber o por que exatamente, mas na certa é por ter que me obrigar a sair de guarda-chuva pulando poças de água pela rua depois de um profundo descanso. Olho para a janela e logo noto que lá fora está escuro, imagino o pior dia possível, isso me deprime profundamente, sinto-me com uma preguiça gigantesca e pior ainda, lembro de um dia repletos de tarefas e obrigações. Levanto-me e vou tomar o meu café, chegando na cozinha olho para o relógio e vejo que o tempo está passando aceleradamente, então tomo o café rapidamente e vou trocar de roupa, enquanto faço isso fico atento olhando para o relógio e cronometrando tudo, apronto-me, pego meu guarda- chuva saio de casa e não fico espantado de ver uma rua deserta e o amanhecer todo escuro e cinza, procuro não me deprimir com isso e vou em direção ao ponto de ônibus, . Chegando lá encontro outras pessoas cobertas e protegidas como eu, e que parecem estar ali há muito tempo. Talvez o ônibus demore por causa de algum alagamento no meio do trajeto, mas tenho de continuar ali em pé de baixo do guarda- chuva, não tem escapatória, tenho de trabalhar, por alguns instantes fico imaginando que dia que terei pela frente, sabendo que encontrarei muitos dos meus amigos angustiados como eu só porque esta chovendo, mas vou me preparando para encontrá-los, tenho a impressão que vai chover o dia inteiro, espero que no dia de hoje me contem pelo menos uma piadinha, pois do jeito que esta este clima não sei se vou agüentar.
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