4.10.07

Diário de viagem

Diário de viagem
Atravesso o atlântico num vôo para a cidade do Porto. Está tudo correndo dentro do planejado, sem atrasos e a comida muito boa, mas estou louco para que chegue a hora de desembarcar, para que eu encontre o meu familiar desconhecido que deverá estar me esperando segurando uma placa com o meu nome para que eu o identifique.
Agora desembarco e sigo para o final do corredor onde eu avisto uma multidão de pessoas que esperam por seus familiares conhecidos e até como no meu caso desconhecidos, mas sei que ele estará identificado.
Agora estou no meio da multidão que faz a recepção, observo que alguns se abraçam ápos um rápido reconhecimento.
Quando avisto uma placa sendo segura por um homem com o meu nome, o que me faz chegar mas perto para observá-lo.
Quando estou próximo o homem estende a mão em minha direção e eu, desajeitadamente, retribuo aquele gesto e apertamos nossas mãos no meio daquela placa escrito gigantescamente Joaquim, não sei se foi o tamanho daquelas letras o que mais me chamou a atenção mas o nome fez me crer que esse é certamente, o meu parente distante.
Ele me perguntou a respeito da viagem, agradecia a Deus por não ter tido atraso, e pegou uma das malas que eu carregava e fomos andando pelo saguão do aeroporto, até que ele falou que sabia que eu era um dos mais importantes executivos da empresa no Brasil e que iria gostar muito de conhecer a filial brasileira.
Eu parei e coloquei minha mala no chão e olhei aquele homem que tinha se apresentado como Sr. Manuel e falei:
_Sr. Manuel, eu não vim a negócios eu vim conhecer a minha família, o Manuel falou:_ Então um outro Joaquim deve estar esperando lá no desembarque. Voltamos e fomos procurar os nossos perdidos desconhecidos anfitriões e foi através de uma minúscula plaquinha escrito Joaquim que eu encontrei o meu primo e sempre achei que aquela placona somente despertou o meu imenso orgulho